quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A BELEZA DAS FLORES

Boa Noite queridos filhos!

O JARDINEIRO, ao cuidar de seu jardim, com todo amor e carinho, ele é incansável. Ele rega, ele planta, ele muda as plantas de lugar, ele sana as pragas, ele retira as ervas daninhas que teimam em nascer entre as belas flores. Mas o jardineiro não se cansa. Ele não deixa o seu trabalho de lado porque as ervas daninhas, muitas vezes são maiores que as plantas que ele está cultivando para embelezar o jardim.

Mas eu lhes pergunto: As ervas daninhas não crescerão mais? As pragas não virão? Sim...Bem sabemos que virão.

Mas nem isso enfraquece a vontade e a coragem e a perseverança do jardineiro. Ele luta contra essas adversidades da natureza e colhe a beleza do jardim, o perfume das flores, que é o resultado do seu incansável trabalho.

É trabalho de um dia? Não...Muitas vezes é o trabalho e o resultado de uma vida inteira. Sempre a mesma coisa. Sempre batalhando e lutando com as pragas e com as ervas daninhas.

Que bela profissão que é a do jardineiro!

Lutarmos e deixarmos florescer em nós as nossas boas qualidades, os nossos bons sentimentos, as nossas boas virtudes. As nossas más tendências, os nossos sentimentos negativos, irão aflorar. Eles estão arraigados em nós. Não é em uma, em duas, nem em três reencarnações que vamos retirá-los.

Mas podemos lutar dia-a-dia contra as más tendências. Mesmo que, no fim do dia, a batalha seja empatada. Não podemos desistir e nem desanimar.

E que depois de uma noite de sono, de descanso, devemos, ao acordar, irmos buscar as nossas boas ações, as nossas boas virtudes e deixá-las exalar o seu perfume, para todos os que nos rodeiam. Se o jardineiro é perseverante no seu trabalho, devemos também perseverar na nossa evolução espiritual. Sabemos que é difícil. Que temos ascensões e quedas.

Que muitas vezes as quedas são maiores que as ascensões, mas nunca, em nenhum momento, devemos desanimar. Devemos sempre nos encorajar de seguirmos adiante. De arrancarmos as ervas daninhas, as pragas que assolam a nossa evolução espiritual.

Se elas são tristes e terríveis, podem ter certeza, que os nossos bons sentimentos têm um poder muito grande de aniquilá-las. Não devemos desanimar diante das intempéries da vida, diante dos obstáculos que nos cruzam os caminhos, diante de doenças, diante de irmãozinhos que, às vezes, não agem muito bem conosco e diante das nossas próprias más tendências. Elas também nos aniquilam porque não é só o que vem de fora que nos atormenta, mas também a nossa própria consciência.

Ela nos julga e nos absolve ou condena, de acordo com a nossa formação cristã e com os nossos princípios doutrinários.

Ela, a nossa consciência, é que nos julga diariamente, e para termos uma consciência tranqüila, belas flores devemos cultivar, através das nossas boas ações, um perfume suave devemos exalar, através dos nossos atos de bondade, de amor, caridade, e de humildade. Assim é que devemos seguir em frente e não esmorecermos.

Que o jardineiro seja para nós, sempre um exemplo vivo, de quando estivermos acabrunhados, melancólicos, desanimados com os revezes ou com as peças que a vida nos prega.

Apesar dos calos que a vida nos dá, do sangue que os espinhos nos ferem, devemos sempre olhar a beleza das flores.

Boa Noite Mamãe Esperança.

São Carlos (05/12/2000)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

META PRIMORDIAL

Queridos irmãos, que a paz do Senhor esteja entre vós; os fazendo serenos, calmos, brandos e pacíficos diante dos obstáculos e das adversidades do mundo.

Irmãos, muito se tem pedido à Deus nosso Pai, mas pouco se tem feito para uma melhora moral cristã.

Para se obter tantas graças não será necessário primeiro melhorar-se interiormente?

Pois é isso a meta primordial de todo espírito encarnado ou desencarnado.

Boa Noite.
Um amigo (22-06-1999)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ANTIPATIA GRATUITA

Quando JESUS passou pela Terra, deixou-nos sábias lições. Foram através de parábolas, de palavras apropriadas para a época, e que hoje, muitas vezes nos confundem determinadas lições, mas, podemos observar que todas as lições deixadas pelo Mestre, nos falam de simplicidade, de humildade, de caridade.

Falam-nos especialmente de AMOR.
De Amor ao próximo, seja ele nosso consangüíneo ou não.
De amor não só por aquele que está ao nosso redor, mas por todos aqueles que a nossa vista alcançar.

Sabemos que muitas vezes, há uma antipatia gratuita por alguns de nossos irmãos.
Sentimos até certa repulsa ao nos aproximarmos dele. Se formos procurar as causas para essa repulsa gratuita, vamos encontrar em outras encarnações, onde talvez tivessem por inimigo ferrenho, esse que hoje não nos causa simpatia.

E sabemos que hoje não é fácil amá-lo. Que não é fácil querermos bem, dizer palavras amáveis e procurar ajudá-lo.
Mas irmãos, eles não foram colocados nos nossos caminhos ao acaso.

Não quer dizer, que vamos ter que carregá-lo ao colo, que bajulá-lo, que forçar uma situação que não estamos sentindo, mas devemos ter para com ele, respeito, tratá-lo de uma forma amorosa, sem preconceitos, ou sem sentimentos de repugnância aparentes.

Esses irmãos muitas vezes, são as grandes pedras colocadas no nosso caminho e que temos que removê-las, não com a força física, mas com a força do AMOR. Mesmo entre irmãos de uma mesma família consangüínea, estão colocadas estas grandes pedras, e aí, o sentimento de amor fala mais forte, o sentimento fraternal, do mesmo sangue, consegue retirar essa pedra do caminho, e ganhamos um ponto ao nosso favor.

Lembre-se, devemos tratar bem a todos, indistintamente, àqueles de quem gostamos, ou àqueles de quem não gostamos. Devemos ser educados, para conseguirmos ir aparando as nossas arestas.

FIQUEM NA PAZ DO CRIADOR. BOA NOITE
IRMÃO ABERTO

04/05/1999
Mensagem recebida psicofonicamente por Gislaine AP. F. Ribeiro, gravada em fita k7 e reproduzida no papel por Sérgio Ribeiro

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

* O Homem de Bem *

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei da justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Questiona sua consciência sobre seus próprios atos, perguntará se não violou essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem queixa dele, enfim, se fez aos outros tudo o que gostaria que lhe fizessem.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria divina. Sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se, em todas as coisas, à sua vontade.

Tem fé no futuro; por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as alternativas da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem lamentações.

O homem de bem que tem o sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar retorno, retribui o mal com o bem, toma defesa do fraco contra o forte, e sempre sacrifica seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas alegrias que proporciona aos seus semelhantes, nas lágrimas que seca, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros antes de si, acudir aos interesses dos outros antes de procurar os seus.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, pois vê irmãos em todos os homens.

Respeita nos outros, todas as convicções sinceras e não amaldiçoa quem não pensa como ele.

Em todos os momentos, a caridade é seu guia; tendo como certo que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que agride os sentimentos de alguém com seu orgulho e seu desdém, que não recua perante a idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem nem ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; a exemplo de Jesus; perdoa e esquece as ofensas e apenas se recorda dos benefícios, pois sabe que será perdoado conforme perdoou.

É indulgente para com as fraquezas dos outros, porque sabe que ele mesmo precisa de indulgência, e se recorda das palavras do Cristo: Aquele que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra.

Não se satisfaz em procurar defeitos nos outros, nem colocá-los em evidência. Se a necessidade o obriga a fazer isso, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha sem cessar para combatê-las. Emprega todos os seus esforços para poder dizer no dia seguinte, que há nele algo de melhor do que no dia anterior.

Não se exalta a si mesmo nem seus talentos à custa de outrem, ao contrário, aproveita todas as ocasiões para ressaltar as qualidades dos outros.

Não envaidece de sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, pois sabe que tudo o que lhe foi dado, pode lhe ser retirado.

Usa, moderadamente, os bens que lhe são concedidos, pois sabe que se trata de um depósito do qual terá que prestar contas, e que o emprego, que resultaria mais prejudicial para si mesmo, seria o de fazê-lo servir à satisfação de suas paixões.

Se na ordem social, alguns homens estão sob seu mando, despedem deles, trata-os com bondade e benevolência, pois são seus semelhantes perante Deus; usa da sua autoridade para ergue-lhes o moral, e não para esmagá-los com seu orgulho; evita tudo o que poderia dificultar-lhes a posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres de sua posição e se emprenha em cumpri-los conscientemente.

Finalmente, o homem de bem, respeita todos os direitos que as leis da Natureza dão aos seus semelhantes, como gosta que os seus sejam respeitados.

Esta não é a relação completa de todas as qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

* Sananda *

Olá a todos, como já disse em outro post, independente de qualquer religião ou crença segue uma linda mensagem, um tanto quanto extensa e também um tanto quanto significativa.

"Sou Sananda.
Minhas bençãos e graças para todos vocês. Quero passar um tempo com minha familia e falar um pouco da minha vida, ressaltando que, na verdade, ela também é a vida de vocês.Como vocês, meus queridos, eu também fui uma criança que tinha uma espécie de véu. Mas era uma criança diferente. Como muitos de vocês, sementes de estrelas, eu tinha pensamentos e sentimentos que nem podiam ser levados em consideração naquela cidadezinha, onde a maioria das pessoas se preocupavam apenas com coisas menores. Para falar a verdade, não éramos muito populares naquela pequena cidade. A medida que eu crescia e meus dons começavam a se expressar, muitas pessoas daquela cidade procuravam minha familia e diziam: Não sabemos o que fazer com sse seu filho, Yeshua. Talvez vocês devessem encurtar as rédeas dele. Ele fala de coisas que nossos filhos nunca ouviram falar. E dá um mau exemplo.. Mesmo assim, eu não conseguia refrear o poder do amor dentro de mim, a capacidade de ver além do véu e dentro dos corações da espécie humana, que eu parecia ter desde a mais tenra idade. Quando fui ao templo para pedir conselhos aos anciãos, eles também não conseguiram compreender o meu coração. Comecei a sentir, como vocês as vezes sentem, que eu não fazia parte daquilo e que havia algo errado comigo.

A Jornada

Certo dia, uma caravana estava passando por nossa vila. Eu gostava de ficar olhando as caravanas, talvez essa fosse a única emoção numa vida muito comum e monótona. Implorei ao condutor da caravana que me levasse com ele para as terras do leste, pois meu espírito me mandava buscar outras pessoas que tivessem um jeito parecido com o meu. Peguei uma carona, por assim dizer, na caravana e, com as bençãos de meus pais, parti numa longa jornada de muitos meses, embora fosse um jovem com menos de quinze anos naquela época. Acabei chegando a terra de Arya Vata, que voces chamam de India. Reparei que havia muitos individuos cobertos de andrajos andando por lá, mas em seus olhos ardia o fogo do propósito, queimava o fogo da visão e da santidade. Fiquei com eles, sendo também tomado por um mendigo, um vagabundo, um andarilho sem vintém. Fui a muitas e muitas daquelas moradias, cavernas, ashrams (local de retiro, na India). Sentava-me e escutava. Ouvi inúmeros ensinamentos que, a meu ver, não pareciam verdadeiros. Eu os questionava e creio que não era muito tempo, não fui bem-vindo, pois fazia as perguntas erradas. Eu perguntava: Que ensinamento é esse que diz que se deve reencarnar sem parar? E se alguém errar o caminho, é possivel nascer como um verme ou um inseto ou um animal? Esses não pareciam ser os ensinamentos do Pai. Procurei outras pessoas e fazia perguntas em qualquer lugar que eu fosse. Ninguém sabia as respostas; pareciam ter esquecido. Mas, de alguma maneira, os ensinamentos da Luz estavam gravados em minha alma. Retirei-me para as imensas florestas e orei com todo o coração, pedindo orientação. Senti um redemoinho dentro de mim. Não conseguia explicar a paixão que as vezes tomava conta de mim, e eu estremecia de fervor por compartilhar o amor do Pai. Tive várias experiências maravilhosas. Um dia, eu estava sentado numa área sagrada do Himalaia, sempre frequentada pelos iluminados. Sentado na caverna, tive uma visão fortíssima e uma grande Luz apareceu para mim. Como muitos, passei a duvidar do que vira e comecei a me perguntar se não seria produto de minha mente ou alguma fantasia. Porém, o sentimento que eu havia experienciado não me abandonava. Ele me mandava prosseguir e compartilhar algumas das introvisões que eu tivera. Como costuma acontecer, um grande ser apareceu para mim e disse: Meu filho, voce está no caminho certo. Confie em voce. Deus o escolheu para uma grande missão. Agora vá, e sorva profundamente do espírito. Nutra-se, pois logo chegará o momento em que voce deveré voltar para sua terra natal.. E, nesse momento, muita dor estará a sua espera. Mas em meio a essa dor, voce será uma fonte de salvação para toda humanidade.Em minha mente, pensei: Como isso é possivel? Sou uma pessoa simples. Sou estrangeiro nesta terra. Estes seres parecem tão mais sábios do que eu. E Mesmo assim, algo tocou numa corda do saber dentro de mim. Fiz como o sábio sugeria: meditei, orei e jejuei. Conversei com os animais, com os pássaros e com as árvores. Comecei a sentir a presença de Deus. Por isso, quando eu caminhava pela Terra, mal ousava pisá-la com muito vigor, com medo de que pudesse ferir o rosto do amado senhor. Com o tempo, conforme fui amadurecendo em minha compreensão e aprofundando minha busca espiritual, tive a sensação de que, na verdade, havia sido chamado para uma grande missão. Começou a se erguer o véu que todos possuimos, quando chegamos aqui. Senti, em minha alma, que era meu destino ir para minha terra natal e, de algum modo, levar a Luz, pois as pessoas realmente haviam perdido a centelha da alegria, da reverência, do perdão e da benevolência. Tive uma experiência na qual me senti como a alma de tudo que estava vivo. Senti como se a Luz de meu coração emitisse raios que conferiam Luz a tudo que existia. As vezes, eu ficava vagando naquele estado como um louco. Por fim, retornei a minha terra natal e, lá, eu de fato era um desajustado. Mas, agora, isso não parecia ter muita importancia, pois a chama do propósito ardia em meu peito. A missão, que eu sabia ser minha, já me tocara. De inicio, falei com algumas pessoas simples. Muitas vezes riam e retiravam-se abruptamente no meio de meus discursos. Do mesmo jeito que vocês devem se sentir de vez em quando, eu me sentia tentado a voltar para a terra de Arya Vata em meio aos santos, aos poucos iluminados que na verdade encontrei. Contudo, eu sabia que minha tarefa era levar a Luz para a terra em que eu nascera. Aos poucos, comecei a encontrar uma ou duas pessoas que não me consideravam louco. Passava algum tempo com elas, falando sobre muitas coisas, abrindo meu coração, esperando que elas passassem a sentir o fervor do amor que eu viera partilhar. Paulatinamente, vieram outras pessoas e trouxeram amigos. Depois de algum tempo, alguns realmente seguiam comigo. Unimos-nos como irmãos e irmãs para um único propósito: levar a mensagem do amor e da graça de Deus. Novamente, o número dos que vinham para escarnecer e zombar era bem maior do que o número dos que vinham para escutar. Como vocês, as vezes sentia-me cansado. Perguntava-me se, de algum modo, havia entendido mal aquele chamado para uma missão.

Decodificando A Missão

Inúmeras vezes eu parava e dizia a mim mesmo: Não posso deixar de falar o que está em meu coração. Por isso, eu falava. E creio que isso causou muitos problemas a várias pessoas, pois o que eu falava não tinha nada a ver com os ensinamentos que elas estavam acostumadas a ouvir. Essas pessoas questionavam e duvidavam de minha autenticidade e me repreendiam. Muitas vezes fui preso pelas autoridades por causa de algum propósito maquinado, só para me segurarem e para que eu ficasse calado por um ou dois dias. Mas como não encontravam nenhum motivo para me deter, eu acabava libertado e partilhava de novo a minha mensagem. Comecei a ter recordações, creio que as posso chamar assim, de ter saído de outro lugar para vir a este mundo. Comecei a me lembrar de que tinha estado aqui como um espirito voluntário, acho que seria assim que voces diriam atualmente. E comecei a decodificar minha missão. Com a decodificação, veio uma capacitação que eu jamais conhecera antes. As vezes eu permanecia no deserto e observava o céu e as estrelas, sentindo como se tudo aquilo que existia tivesse explodindo do meu coração em êxtase e amor. Parecia um louco, apaixonado pelo propósito, com um entusiasmo impetuoso. O entusiasmo era tão contagiante que passou a ligar-me a algumas pessoas que começaram a enxergar a visão e também a decodificar a missão. Juntos, encontramos e fundamos um bando de renegados, creio eu.Muitas vezes precisávamos nos esconder nas cavernas, nas montanhas e na vastidão do deserto para escapar as pedras que os outros costumavam atirar em nós. De vez em quando era difícil conseguir alimentos, pois não éramos bem-vindos na maioria dos lugares. Tornamo-nos conhecidos como desordeiros e agitadores e como uma ameaça aos ensinamentos e comandos consagrados. Sentia-me como vocês devem se sentir as vezes- desencorajado. Devo confessar que não foram poucas as vezes em que chorei.Perguntei ao Pai: Por que eu? Por que eu? Não tenho a força. Não tenho a sabedoria. Não tenho o poder suficiente para enfrentar a ignorância desenfreada destes tempos. Creio que as pessoas mais atraidas por mim também eram parias, renegadas, aquelas que não possuiam boa reputação. Eu também adquiri uma péssima reputação, pois gastava meu tempo com essas pessoas. Descobri que , apesar de seu comportamento exterior, elas possuiam corações generosos e abertos a mensagem de Deus e ao amor Dele. Comecei a decodificar mais a fundo, e ao fazer isso, todo o vestígio de dúvida começou a desaparecer. Passei a ter o conhecimento, vindo de uma profundeza que eu não conseguia explicar, de que aquilo que eu fazia e ensinava era a verdade. A medida que esse conhecimento começou a verter por cada poro de meu ser, passou a chegar cada vez mais gente para me escutar. Em determinado momento, tinha tantos seguidores que era realmente uma ameaça aos poderosos daquela época. Tornei-me consciente, pois minhas habilidades de telepatia, assim como meus outros dons, começaram a aumentar. Descobri que algumas pessoas pareciam se curar na minha presença. as vezes, eu era chamado as pressas para colocar minhas mãos sobre certos indivíduos. Várias coisas maravilhosas aconteceram pelo poder do Pai dentro de mim. Muitas vezes eu dizia a essas pessoas: Por favor, não comentem nada a esse respeito. Apenas voltem para casa e desfrutem de sua boa saúde. Mas, obviamente, como é típico das pessoas, elas comentavam. Os rumores, o escândalo e os mexericos cresceram a tal ponto que desejei, com todo o coração, fugir para as montanhas e esquecer tudo aquilo.Inúmeras vezes eu parei e disse a mim mesmo que realmente possuia uma mensagem que precisava ser divulgada. Lembrei de minhas experiências com os sábios no Himalaia. Comecei a ter visões ( voces poderiam chamá-las de precognições ). Previ que eu seria severamente perseguido e que sofreria um destino que já se repetira centenas, talvez milhares de vezes naquela época, e que iria acontecer a mim também: a crucificação. Eu sentia medo, como vocês sentiriam. Perguntei-me se a minha mensagem era tão importante a ponto de eu dar minha vida por ela. Orei, chorei e pedi orientação. A orientação era sempre a mesma: Você veio para se desencumbir de uma grande lição que será escrita em eras que ainda estão por vir. Sua vida simples e todas as coisas que você está partilhando agora serão como uma Luz para toda a espécie humana. Tive uma série de experiências naquele momento, quando estava descansando e imaginava ou sentia presenças recobertas por mantos ao redor do meu leito. Com frequência, as visôes se desvaneciam rapidamente quando eu despertava , e não conseguia retê-las por completo em minha mente. Mas comecei a sentir como se o Pai houvesse enviado acompanhantes para caminhar comigo. Eu também tinha visões estranhas, nas quais parecia estar lá fora, entre as estrelas. Não conseguia explicar isso. Sentia como se estivesse navegando na imensidão do céu. Cada vez que eu tinha essas experiências, sentia-me mais encorajado e seguro quanto ao meu chamado. Quando, finalmente, tive uma precognição e vi que muito em breve eu seria mesmo levado, ergueu-se dentro de mim um espirito de coragem, de força, de paciência, que só consigo imaginar como uma dádiva do Pai. Quando vocês passam por momentos de grande coação, de grande tragédia, não notam também que um espírito igualmente grandioso se eleva dentro de vocês? Comigo também foi assim. Embora eu soubesse que essas pessoas que estavam contra mim não poderiam ser dissuadidas, não importando o que eu dissesse ou fizesse, também sabia que devia concordar. Eu até sabia que alguns de meus seguidores não me seriam fiéis, se dispersariam e logo esqueceriam o que eu lhes havia ensinado. Vi também, em seus futuros, vidas que seriam gastas em sangue derramado na terra. Era como se os véus se tivessem erguido e eu visse o futuro nitidamente. Eu não queria vê-lo. Desejava com toda minha alma que fosse possível mudar o curso do futuro.

Eu Era Verdadeiramente A Luz

Talvez fosse minha imaginação febril. as vezes, eu não me sentia bem. Sofria de indisposição no estômago e no trato intestinal. Ocasionalmente, isso era acompanhado de febre,. Eu pensava: Talvez seja meu cérebro febril que cria estes pensamentos. Mas o amor em meu coração e o sentimento de proximidade a Deus, o Pai, era tudo que eu possuia como ponto de referência mais forte. Quando fui detido e encarcerado, voltei a pensar com cuidado. Como um moribundo, em certo sentido, minha vida inteira passou diante de minha mente. Mas junto com isso vieram, de novo, as visões daqueles que pareciam vir a mim durante a noite e, novamente, as visões de minha estada nas estrelas. Convenci-me de que eu era daquelas estrelas, de que eu possuia um mundo, muito distante, do qual eu viera para esta Terra. Essa visão começou a tomar conta de mim com fervor e , assim, comecei a perceber que não importava o que eles fizessem ao meu corpo, eu não era aquele corpo. Eu era verdadeiramente a Luz que eu tinha visto fluindo da minha essência para todas as coisas. Depois, fui levado a julgamento e, mais uma vez, aquele poderoso espírito ergueu-se dentro de mim. Só que desta vez ele era tão inexorável, tão ardente, tão apaixonado pelo propósito, que não importava o que me dissessem, era como se vê através do celofane. Conseguia ver claramente e distinguir seus corações. E o que me encorajou muito foi que também consegui ver o futuro deles, ver o momento em que esses corações finalmente se abriam e se libertavam do cativeiro da negatividade.E assim, mantive-me firme, pode-se dizer, em meditação e oração, fortificando meu espírito, pois sabia que meu tempo na Terra estava chegando ao fim. Percebi, de fato, que iriam me crucificar da maneira mais cruel que pudessem, pois eu dissera várias coisas enquanto estivera em estado de êxtase divino, o espírito fala através da pessoa, não se pode refrear os lábios.

Tudo Parecia Um Sonho

Finalmente, como vocês tem conhecimento em suas histórias, fui de fato levado e posto na cruz. A coisa boa que tenho a lhes dizer é a seguinte: quando aquele dia fatal chegou, eu havia me colocado num tal ponto de consciência, que para mim tudo parecia ser um sonho. Vi as multidões a meu redor. Ouvi o choro de meus companheiros e daqueles com os quais crescera e que havia amado. Vi a confusão e o medo em meus seguidores. Fiz tudo o que pude naqueles últimos momentos para elevar minha energia o mais alto possível para perto de Deus. Quando me pregaram na cruz, ouvi, como num sonho, o eco das marteladas e nada senti. Não experienciei a mínima dor. Era como se eu estivesse fora de meu do meu corpo e observasse aquele corpo pregado lá, com os cravos enterrados em seus tornozelos e pulsos. Não conseguia me relacionar com ele como se aquele corpo fosse o meu. Parecia uma caricatura minha. Quando levantaram a cruz e a fixaram no pedestal, novamente eu parecia estar acima daquele corpo, sangrando e abatido, sem sentir nenhuma dor. Estava num estado de tamanha lucidez que conseguia ver claramente aquilo que o Pai me enviara para fazer. Eu sabia, embora as vezes fosse tentado a entrar numa consciência inferior e a julgar aquilo que acontecia ao meu redor, pois as pessoas me pareciam tão ilógicas, tão cruéis, tão ignorantes. Mas toda vez que sentia isso era arrastado para mais perto do meu corpo. Percebi que se permanecesse naquele estado de consciência, logo voltaria para aquele corpo e estaria experienciando a dor. Então, com muita concentração, mantive meus pranas, meus sopros vitais , na porção mais elevada de minha consciência.

Vivi A Minha Visão

Aquele momento parecia se situar fora do tempo. Não experienciei uma passagem de tempo. Por fim, senti um espasmo abrupto em minha forma fisica. E dentro de meu corpo sutil, como se eu houvesse estado num balão amarrado a ele e alguem soltado a corda, de repente me senti muito livre e percebi que o corpo morrera. De certo modo, senti-me aliviado, como vocês estariam, pois sabia que não estava mais preso aquela forma, e estava realmente livre. Fiquei observando quando o corpo foi baixado da cruz e veio alguem, que eu amava muitíssimo e que voces conhecem como José de Arimatéia, junto com minha amada mãe e outros, e levaram embora meu corpo, chorando. Senti-me muito pesaroso com a tristeza deles. Queria dizer a eles: Não chorem por mim..Estou vivo. Estou bem. Não chorem. Fiz aquilo que fui chamado para fazer. Eu vivi a minha visão. O que mais se poderia pedir de mim?? Fiquei olhando eles levarem o corpo e o colocarem na tumba, rolando uma grande pedra para fechar a entrada. Muitos profetas haviam falado de alguém que viria e romperia os grilhões da morte. Realmente, jamais pensei que fosse eu. Preciso lhes dizer a verdade. Nunca me ocorreu que os antigos profetas estivessem falando de minha vida. Quem sou eu? Um simples rapaz judeu. Nada tenho de especial....uma visão....um sonho....algumas experiências do Pai. Mas percebi que estava rodeado por aqueles mesmos seres maravilhosos que haviam me visitado a noite, só que desta vez estavam me chamando por outro nome. Estavam dizendo que eu precisava me desencumbir de mais uma tarefa. Fiquei imaginando de que modo faria isso. E eles disseram: Não tenha medo, estamos com você. Estaremos com você e o ajudaremos nessa grande incumbência. É que você....você foi escolhido para representar este grande mistério do futuro que está por vir.Fui instruído e ajudado por esses grandes irmãos a entrar em meu corpo, e foi como entrar em algo muito frio e pegajoso, algo muito instável e ferido. Instruiram-me detalhadamente sobre como gerar o fogo sagrado da transfiguração e da ressurreição. Em minha mente, uma lembrança distante voltou e, de repente, eu me lembrei de vidas passadas nas quais eu estivera numa grande escola de iniciação. Eu estivera num grande edificio que voces conhecem hoje como a Pir?âmide de Gizé. Naquela época, eu também estivera numa tumba semelhante. Como iniciado, eu conseguira realizar a viagem da alma a partir de minha forma inerte até me sentar nos Conselhos de Melchizedek, na Estrela Solar Sírius. Aquele pensamento começou a tomar conta de minha mente e, a medida que realizava a decodificação de maneira mais completa. Me lembrei de como fazer isso. Quando fui colocado de volta no corpo, meu espírito brilhou com propósito, com empenho apaixonado. Respirei, como eles haviam me instruído, concentrei-me em meus sopros vitais e fiz a poderosa essência de vida percorrer aquela forma. A forma começou a ter espasmos e a tremer. Começou a exalar um estranho odor que encheu a tumba. Experienciei uma chama ardendo por todo o meu ser e continuei meditando e respirando e difundindo, dispondo-me a voltar à vida.

Eu Sou A Vida Eterna

Bem, alguns de voces tem uma noção geral do que aconteceu. Queria lhes contar minha experiência. Quando fiz aquilo, subitamente o corpo, por si mesmo, começou a se elevar da tumba. Tive uma experiência dupla, a de estar fora do corpo, olhando para o que acontecia, e a de estar dentro do corpo, simplesmente queimando com energia e Luz e poder. Descobrindo-me de certa forma espantado, de repente o corpo caiu na laje fria sobre a qual eu tinha sido colocado e a Fraternidade materializou-se na tumba comigo e disse: Não tenha medo. Você pode fazer isso. Nós o ajudaremos. Uma vez mais, concentre-se em sua respiração. Respire. E seja a Vida Eterna.E eu repetia para mim mesmo: Eu sou a Vida Eterna.Quando respirei desta vez, meu corpo se metamorfoseou em Luz radiante de um modo pleno, total e completo. A próxima coisa de que me lembro é que fui de repente elevado pelos ares. Eu estava flutuando. Estava dentro de uma Luz selada. Depois, estava em pé num aposento circular com esses mesmos irmãos. Disseram-me que minha visão estava quase completada. Eu fizera algo maravilhoso. À medida que falavam, minhas recordações foram voltando cada vez mais. Eu me lembrei deles, e me lembrei de que eles me haviam trazido e me colocado dentro do meu corpo quando eu era criancinha. Reconheci meu pai- ele fora um desses Grandes Anciões- e minha mãe. E de repente senti-me como o ator de uma peça, que fica tão mergulhado na representação correta de seu papel que se esquece e perde de vista o fato de que, na verdade, tudo aquilo era um teatro. Fui elogiado e cumprimentado. Meu corpo foi regenerado e restaurado na companhia de meus Irmãos. Vi e entendi por que eu tivera aquelas visões de navegar pelas estrelas pois, de novo, estava navegando por entre as estrelas numa nave de Luz maravilhosa. Disseram-me para voltar a Terra, a fim de testemunhar e testificar a imortalidade de toda a humanidade. Eu estava estabelecendo um protótipo que seria consumado dali a milhares de anos. Aparentemente caí numa espécie de sono e, quando acordei, estava na Terra, sob uma grande tamargueira. Levantei-me e me perguntei se sonhara tudo aquilo. Meu corpo parecia bem, mas tinha algumas marcas. Quando observei as marcas, percebi que, de alguma maneira, fisicamente, eu de fato tivera aquela experiência. Levantei-me e olhei ao redor. Vi que estava na área onde estavam vivendo muitos dos que haviam me seguido, mas eu era como um fantasma. Ninguém parecia ver-me. Eu estava em outra dimensão. Falava em voz alta, mas ninguém me dava ouvidos. Os Irmãos falavam dentro de minha mente, telepaticamente, e sugeriram novamente aquele mesmo respirar e a concentração de minha energia, dizendo que eu a levasse para as pernas e para os pés. Meu corpo estava um pouco dormente e eu continuava com a sensação de uma existência irreal. Dentro de alguns dias estabilizei-me e fui me encontrar com vários dos que haviam me seguido. Eles mal conseguiam acreditar que eu era aquele que fora crucificado. Duvidaram de mim. Entrei, ceiamos e bebemos suco de uvas. Comi carne de peixe. Permiti que eles tocassem meu corpo e vissem as chagas nos meus pés, no lado, nas mãos. Ainda havia cicatrizes e marcas em minha testa, deixadas pela coroa de espinhos. Chegou o amado José de Arimatéia, que era como um pai. Vocês sabem que meu prprio pai retornara á Fraternidade antes que eu atingisse a maioridade. Então, José disse: Venha, meu filho. é tempo de você retornar a Fraternidade de Luz, pois tem muito trabalho a fazer. Em seguida fomos para uma imensa floresta e lá nos sentamos em meditação, e comunhei novamente com o Pai. Disseram-me que eu devia ir de novo para as montanhas do Himalaia; lá a Fraternidade esperaria por mim. Eu tinha muito a fazer em muitos territórios estrangeiros. Vejam, minha mente estava de tal maneira que, novamente, como muitos de vocês, as dúvidas continuavam a surgir. Percebi que é por isso que a humanidade tem tantos problemas. A mente é de tal maneira que sempre duvida do miraculoso. Mas ao sentar-me com aquele ser bondoso e querido, que eu amava com toda a alma, comecei a me concentrar uma vez mais em meu propósito. De novo comecei a integrar as energias que inundavam meu ser. Apareci para muitas pessoas naqueles tempos e algumas conseguiam me ver por causa de sua clarividência, algumas conseguiam me sentir, algumas não me viam de jeito nenhum. Subi uma colina e dois dos Irmãos vieram e cada um deles ficou de um lado. Aquela altura havia um pequeno ajuntamento, outra vez, daqueles que realmente sentiam minha energia e de fato experienciavam a maravilha que recaira sobre mim. Tive novamente uma sensação de elevação, uma sensação de que a Luz me engolfava. Senti como se cada poro de meu ser estivesse inundado de Luz. Fiquei um pouco zonzo e desorientado e percebi uma voz muito profunda dentro de mim falar: Eu Sou A Ressurreição. Eu Sou O Caminho. Eu Sou A Vida Eterna. E Embora O Homem Morra ou Pareça Morrer, Ainda Assim Ele Vive Em Mim. Perguntei-me de onde vinha aquela voz e sabia que era do Senhor Deus dentro de mim.Outra vez, senti que eu subia, subia, subia, junto com os meus amados Irmãos e companheiros. E olhei para o alto e vi uma nuvem maravilhosa que novamente recebia a minha essência. Assim que parei naquela nuvem maravilhosa, achei-me de novo no aposento circular com meus Irmãos. Mais rápido do que pensamos, voamos para dentro da Fraternidade dos Mestres, para o que vocês o chamam de Shambhala. Lá, uma vez mais, dentro da secreta imensidão de seus rostos mais sagrados, encontrei um lar e um povo.Vivia entre os imortais, descobrindo que eu também era imortal. E o sono de eras, os últimos vestígios dos véus necessários foram erguidos de meus olhos e conheci a mim mesmo, como eu sempre fora conhecido. Na companhia de meus Irmãos, de meus companheiros, aprendi a enviar meu espírito pelo mundo. Materializando-se em forma e vontade. Aprendi ( para ser mais exato, talvez devesse dizer, reativei) minhas capacidades de transcender o tempo, o espaço, a matéria, a dimensão. E atingi a plena consciência, o pleno conhecimento e a plena recordação. Saí de lá e apareci a todos os remanescentes das Doze Tribos de Israel que, aquela altura, tinham se espalhado por todos os continentes e haviam se corporificado em diversas raças e diversos povos. Cheguei-me a eles e com eles vivi. Passei-lhes os ensinamentos do reino onde eu viera. Após haver partilhado minha essência durante muitos , muitos anos, finalmente percebi que era hora de me desfazer da vestimenta que eu usara sobre a Terra. Então eu a tirei e a deixei, pois ela havia cumprido o seu propósito. Quando dei partida ao veículo, eu estava a beira de um lago encantador. Acredito que, hoje, vocês chamam aquela terra de Kashmir. Uma vez mais, senti a presença dos Irmãos ao meu redor, uma vez mais fui erguido em Luz para uma espaçonave maravilhosa. Soube, então, quando completei a missão daquela vida, que eu era comandante estelar daquela nave e que eu havia, pela força divina, conseguido a plena retirada do véu para encenar, como o ator de uma peça, o triunfo sobre a ilusão. Eu tinha de fazer isso a partir de dentro da ilusão, exatamente como vocês. Aquele estranho nome pelo qual me chamavam, que me soava tão estranhamente familiar, Sananda, é o nome pelo qual sou conhecido, e descobri que eu era filho de um grande Rei e de uma grande Rainha, e que eu viera de uma poderosa linhagem de Kumaras. De fato, eu era Sananda Kumara. E mais, eu era uma multiplicidade de seres, um dos quais era chamado de Sanat Kumara, Snaka Kumara e Sananda Kumara. E assim, descobri dentro de mim que eu era mais do que jamais sonhara. Veio a mim, outra vez com grande assombro, o redescobrimento, a lembrança e o reinado de meu pleno conhecimento e de minha plena qualidade de ser.

Compromisso Com A Libertação De Todas As Almas

Olhei para trás, na direção da Terra, e soube com toda minha alma que estava comprometido com a Ascensão e Liberdade de todas as almas daquele planeta. Fiz o firme Voto de que voltaria sempre, na verdade eu nunca iria embora, pois parte de minha essência permanecia em Shambhala, mesmo que eu vivesse nas espaçonaves. Com minha visão clarividente, previ a época em que todo um povo se elevaria em vida Eterna e na Luz mais gloriosa que vocês consigam imaginar, exatamente como eu me elevei, e proclamei a Glória de Deus e da Vida Eterna. Contei-lhes esta história porque queria chamar atenção para o fato de que, exatamente como vocês, eu estava toldado por véus, tinha uma vaga lembrança das minhas saidas do corpo. Eu decodifiquei. Despertei e escolhi cada passo do caminho. Escolhi a graça, a confiança e o perdão, a gratidão e a exaltação de Deus Todo-Poderoso; e , além disso, escolhi o Amor.Aquilo que eu fiz, continuamos a fazer agora, nesta era. Isto é maior do que o que eu fiz, porque vocês o estão fazendo em grupo. Vocês o estão fazendo por intermédio da Cooperação, numa camaradagem que eu não conheci na minha época. Por isso, Eu os Saúdo e os Aplaudo e os Amo com toda a minha Alma."
Sananda.http://www.lema.not.br/

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

* Meu coração é um estrela *

"O lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que brilhando no charco, jamais se contamina."

Meu coração é uma estrela, e eu fui criado para o bem e para a luz!...
Não fui criado para o mal, nem para a corrupção.
Não recebi uma alma para transfigurá-la em espectro do lodo.
Não fui feito para o vício e a degradação.
Meu corpo é santuário sagrado criado para a exteriorização do amor e da luz.
Meus sentimentos são pérolas que não devo dividir com a imundície.
Meu pensamento é matéria sutil que devo dirigir para as criações superiores.
Minha vontade é alavanca que deseja meu Deus me projete no rumo da paz e da glória.
Situou-me Ele no mundo para que eu me livre do animal que ainda sou e não que o perpetue em mim.
Preparou-me Ele o espírito para a perfeição da angelitude e não para a degradação infamante da forma.
Soprou-me na mente o progresso e não o gelo da estagnação.


Portanto, estou no mundo em aprendizado e não em escravidão; em busca da luz e não das trevas; forjando a sublimação e não o retrocesso.

Situa-me, Senhor, dentro desta verdade, e me ampara os caminhos para que eu não ceda às tentações do mundo.
Que eu sirva quanto esteja em mim servir; que eu ame quanto possa; que estenda as mãos e ampare sempre; que esteja próximo quando necessitado; que eu caminhe distribuindo o melhor de mim; que possam contar comigo todos os irmãos do mundo, mas te peço Pai:

Não permite que eu me iluda, me vicie e me perca nele, por ingenuidade ou invigilância, e assim, cego, equivocadamente substitua valores e me afaste de Ti, cada vez mais, para meu próprio prejuízo e infelicidade!


Ditado por André Luiz, Instituto André Luiz, 15.06.2003.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

* Não Percamos *

Aqui chegamos, com um propósito,
De uma iluminada missão.
Pisamos no solo vacilantes,
Buscando natural evolução.

O esquecimento nos arma ciladas,
Temos apenas leve intuição,
De quando estamos no caminho,
Ou de quando, na contramão.

Nos propormos a melhorarmos,
Seguindo sempre o bom caminho,
Ás vezes o mundo é ingrato,
Sempre nos fere algum espinho.

As ilusões e as fantasias,
Nos deixam alucinados
Se não temos firme propósito,
De roldão somos levados.

As orientações mais seguras,
Encontramos no Evangelho,
Que nos foram deixadas,
Por um moço, não por um velho.

Este Moço Meigo e compassivo
Nos afirma com segurança:
Ame o próximo como a si mesmo,
E tenha muita esperança.

Corrijamos os nossos defeitos,
E prestemos muita atenção,
Sigamos sempre esta ESTRELA,
E NÃO PERCAMOS esta encarnação.

21-10-1996 – “Cuitelinho”

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

* A Piedade *

Antes de mais nada queria dizer estou fazendo este post, principalmente para mim mesmo, ao ler esta mensagem percebi que estava me tornando um "egoísta endurecido".

* A Piedade * (Michael – Bordeaux, 1862)

A piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos, ele é irmã da caridade que nos conduz a Deus. Devemos sim, deixar o nosso coração se comover diante das misérias e dos sofrimentos de nossos irmãos. Nossa comoção ou até mesmo nossas lágrimas são como uma consolação que estes irmãos podem aplicar sobre suas feridas, e mais, quando por uma doce simpatia, você conseguir dar a este irmão a esperança e a resignação, que alegria e felicidade experimentaremos.

Este ato nobre tem certo pesar, ele nasce ao lado da infelicidade de alguém, é verdade, mas se não o realizarmos com a ilusão do prazer terreno do reconhecimento não sofreremos com a decepção angustiante do vazio, pois a piedade, uma piedade bem sentida, é AMOR. O amor é devotamento. O devotamento é o esquecimento de si mesmo. Esse esquecimento, essa renúncia em favor dos infelizes é VIRTUDE no seu mais alto grau.

A piedade é o sentimento mais apropriado para nos fazer evoluir em nossa conduta moral, dominando o nosso egoísmo e nosso orgulho. É o sentimento que prepara nossa alma para a humildade, a beneficência e para o amor ao próximo.

Não devemos ocultar jamais em nosso coração essa emoção celeste, devemos lutar para não nos tornarmos egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos porque a visão da miséria perturba por instantes nossa feliz existência. Não podemos ficar indiferentes quando podemos ser úteis.

Praticar a piedade não é fácil, pois ao tomar contato com a “desgraça” do próximo sofremos um abalo natural, profundo e doloroso, mas este sofrimento logo é compensado por conseguirmos devolver a coragem e esperança a um irmão infeliz que se emociona e agradece a Deus por naquele momento “Ele” lhe enviar um consolador, um apoio.

A piedade compartilha os males alheios, é a celeste precursora da caridade, a primeira das virtudes, cujos benefício prepara e enobrece.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

* Elevando as vibrações *

Nossa mente é uma poderosa "Antena" que envia e recebe ondas vibratórias. Estas ondas podem vibrar em uma alta frequência ou em baixa.


"Rezar" é um dos exercícios mais simples que faz com que sintonizemos nossa "antena" para emanar e receber vibrações altas, positivas!


Independentemente de crença ou religião abaixo tem uma oração belíssima para nos ajudar neste "exercício".

Pai Nosso (Monsenhor - José Silvério Horta)

Pai Nosso que estais nos Céus
Na Luz dos Sóis Infinitos
Pai de todos os aflitos
Deste Mundo de escarcéus

Santificado Senhor
Seja o Teu Nome Sublime
Que em todo o Universo exprime
Ternura, concórdia e Amor

Venha ao nosso coração
O Teu reino de Bondade
De Paz e de Claridade
Na estrada da Redenção

Cumpra-se o Teu Mandamento
Que não vacila nem erra
Nos Céus como em toda a Terra
De luta e de sofrimento

Evita-nos todo o mal
Dá-nos o pão no caminho
Feito na luz do cadinho
Do Pão Espiritual

Perdoa-nos Senhor
Os débitos tenebrosos
De passados escabrosos
De iniqüidade e de dor

Auxilia-nos também
Nos sentimentos Cristãos
A amar nossos irmãos
Que vivem distantes do bem

Com a proteção de Jesus
Livra a nossa Alma do erro
Neste mundo de desterro
Distantes da Tua Luz

Que a nossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade
Onde se faça a vontade
De Teu Amor. Assim Seja!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

* Trabalhando o dia-a-dia *

A sensibilidade é um atributo natural do ser humano. Quando ela se abre é inútil querer evitar. Para isso é estudar melhor esses assuntos para saber a melhor maneira de lidar com a situação quando isso acontecer.

Nós não estamos errados por sentirmos raiva, ela só indica que está na hora de compreender que as coisas são do jeito que elas são e não adianta querer que sejam diferentes, precisamos aceitar os nossos próprios limites, sermos pacientes conosco mesmo e darmos tempo para aprendermos como chegar onde queremos.

O Bem é a linguagem da alma. É a linguagem de Deus. Qualquer sentimento que “ele” expresse e você sinta, tem um recado para te ensinar a agir melhor e ser mais feliz.

Quando as coisas ou as pessoas não fazem o que nós queremos, muitas vezes sentimos raiva. Isso nos faz mal, nos deixa triste, contrariado, angustiado. Mas ficar com raiva só vai tirar a nossa paz e não vai mudar nada. Apesar de nossa raiva, as pessoas e as coisas continuam do mesmo jeito, então você se maltrata, acaba com a sua paz e fica indisposta, cria problemas com as pessoas e os outros continuam do mesmo jeito.

Não adianta você esperar que as pessoas façam o que você acha que é certo, porque elas não vêem assim, um dia elas vão aprender, a vida ensina.

Precisamos ter paciência, compreender o jeito de ser de cada um, não ficar esperando o que ele ainda não sabe fazer. Se não esperar que ela mude não sentirá mais raiva por ela ser do jeito que é.

Quando uma atitude nossa não dá o resultado que esperávamos, o jeito é repensar, é entender que ela não foi adequada, e procurar mudá-la, experimentando até encontrarmos outra melhor. É pelos resultados que descobrimos se estamos agindo a favor da vida ou não.

Se nos entregamos ao desânimo causa doenças, precisamos enfrentar a vida como ela é, trabalhar, vencer os próprios desafios, se ficarmos muito protegidos de tudo nunca vamos evoluir.

Desabafar faz bem, alivia a alma.

Um espírito primitivo não somatiza as emoções com a mesma rapidez e facilidade do que outro que é mais evoluído.

Que DEUS nos ajude e abra as nossas mentes para entendermos essa mensagem de AMOR e PAZ

[]s

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

* Pensamento de luz *

Nosso maior medo não é de sermos fracos, nosso maior medo é sermos poderosos alem da conta.

É nossa luz e não nossa obscuridade que mais nos apavora.

Não há nada de luminoso em se diminuir para que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.

Fomos todos feitos para brilhar como as crianças, não está apenas em alguns de nós, está em nos todos.

E na medida que deixarmos nossa luz brilhar nos inconscientemente damos as outras pessoas a permissão para fazer o mesmo já que nos livramos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.

Fonte: Filme Treino para a vida